Senhores associados e empresários do setor eletrometalmecânico;

Diante dessa experiência que estamos vivendo, o COVID-19, jamais vivida por mim e creio que pela maioria, somos remetidos a reorganizarmos nossas empresas em todos os setores, principalmente no caixa. Todavia, isso dependerá das vendas e do atendimento aos clientes. Mas, sobretudo, dependerá das vendas, que são responsáveis por mover os outros setores.

Algumas medidas governamentais estão sendo tomadas, como, por exemplo, a MP 927, que contribuirá agora no início. Outra medida que podemos citar é o financiamento da folha de pagamento, de até 2 salários-mínimos por funcionário, com juros Selic (3,75%) a.a. para 2 meses (abril e maio), que poderá ser pago em 36 meses e com 6 de carência para empresas que faturam de 360 mil a 10 milhões por ano.

Vale lembrar também da medida que postergou o pagamento do FGTS por 3 meses. Segundo a CEF, tal medida já pode ser efetivada na folha de março/2020. O pagamento pode ser feito, sem juros, em 6 vezes, a partir do mês de julho. Por isso, sugerimos que consultem seus contadores e/ou setor de RH de suas empresas e utilizem esses benefícios dentro da lei.

Também posso citar a postergação de pagamentos a bancos, por 2 meses em alguns tipos de financiamentos e por 6 meses dos Finames. Esse, por ora, para pequenas e médias empresas. Porém, classes empresariais já estão tentando buscar esse benefício para as grandes empresas.

É possível que novas medidas venham a ser tomadas visando evitar as demissões. Uma delas foi a recente possibilidade de redução de jornada de trabalho e consequente redução de salários. A medida, chamada de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, prevê a preservação do valor do salário-hora dos trabalhadores e estabelece que as reduções de jornada poderão ser de 25%, 50% ou de 70%.

Foi autorizado pelo Congresso medidas a trabalhadores informais ou sem renda. Com a contribuição por parte do Governo Federal de R$ 600,00 por 3 meses, para até duas pessoas por família e desde que o rendimento da família seja inferior a R$: 3.135,00. Caso a mãe seja a administradora da família, o apoio financeiro será de R$: 1.200,00.

Na minha opinião, esse momento é de termos muita cautela e fazer com que nossas empresas sobrevivam a essa tempestade jamais vista antes. Provavelmente muitos diretores estarão como sempre na linha de frente nos negócios. Orientar equipes, cuidar das vendas, assegurar o caixa e permanecer no mercado após passarmos por essa experiência será uma necessidade a ser buscada.

O fluxo de Caixa é essencial nesse momento. O que puder ser postergado e, em alguns casos, se necessário, buscar reforço financeiro para se manter nesse momento pode ser boa uma alternativa. Infelizmente haverá demissões. As empresas não poderão ficar na expectativa de ter negócios se notaremque algo não dará certo. As férias coletivas ou individual podem ser uma saída momentânea, assim como o uso banco de horas.

Agora é hora de executar um novo planejamento. Começa tudo novamente, pois mudou tudo o que estava previsto desde o início do ano. Entretanto, queremos crer que novas oportunidades e hábitos de negócios deverão surgir. Enfim, a economia deverá reestruturar-se de forma proativa, com resultados favoráveis aos negócios pós-crise. Para encerar essa síntese e opinião, deixo um aprendizado: “É nas dificuldades que aparecem as oportunidades”.

Sucesso a Todos!

Fernandes Luiz Andretta.
Diretor SIMMMEF - Sindicato Empresarial Eltrometalmecânico de Florianópolis e Região.

                                   

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